E pena que este blog esteja sendo instituido no mesmo momento em que eclode a guerra do Líbano, que estamos vendo desdobrar-se diante de nos a toda hora na televisao como se fosse um espetaculo horripilante, evento diante do qual nao podemos, contudo, nos omitir.
A guerra, com efeito, e o pior dos males sociais. Como escreve o jurista autriaco Hans Kelsen ha verdades tão evidentes por si mesmas que devem ser proclamadas varias vezes para que não caiam no esquecimento. Uma dessas verdades e que a guerra e um assassinato em massa, a maior desgraça de nossa cultura, e que assegurar a paz mundial e a nossa tarefa política principal.
A proposito, um dos temas que me propus analisar nesta pagina diz respeito as relacoes entre a guerra e o dinheiro, e talvez seja esta guerra em curso uma oportunidade invulgar para refutar a falsa conviccao, muito generalizada, de que o dinheiro e a causa das guerras. No conflito do Libano nao esta evidentemente envolvida uma suposta causa monetaria.
Como procurei demonstrar no texto “A paz atraves da moeda” publicado no site www.scamargo.adv.br, o exemplo do EURO que reune sob a mesma egide nacoes que ha 60 anos eram inimigas inconciliaveis pode indicar que o futuro do Direito tavez se encontre na instituicao de moedas unicas internacionais, emitidas por Bancos Centrais regionais que reduzam a violencia suscitada pelas soberanias dos Estados.
O problema imediato do conflito do Libano, porem, agora, nao e juridico, e sim de fato: como diz Thomas Friedman na sua coluna do NYT e preciso “reduzir as operacoes de guerra e chegar a um acordo – um cessar-fogo, uma troca de prisioneiros antes que as coisas fujam do controle”. Letacio Jansen