R E P I Q U E (5)

ONDE ANDA A CONDOLEZA RICE ? Ela é a ministra das relações exteriores do país mais importante do mundo, e há algum tempo não aparece. O grupo do poder no governo dos EUA tem manchado o currículo de algumas pessoas respeitáveis, como foi o caso do general Collin Powell, que depois se queixou de ter sido obrigado a mostrar na Assembléia Geral da ONU foguetes móveis de mísseis do Iraque que não existiam. Vocês se lembram que Powell era cogitado para ser candidato a presidente da república pelo partido republicado, antes de Bush ? Chegou-se a falar, também, recentemente, na Condoleza, para fazer frente à Hilary Clinton. Estarão queimando, de propósito, o filme de Condoleza, como fizeram com o de Powell ?


R E P I Q U E (4)

Assisti ontem à parte de um programa muito curioso no GNT onde se discutia se o presidente Bush seria, ou não, um boçal. Era muito engraçado ver políticos defensores do presidente, enfurecidos, ou analistas, mais serenamente, afirmando que ele não era um boçal. A discussão em si já é um sinal muito grave de que há muita coisa acontecendo, entre o céu e a terra, que a nossa vã filosofia ainda não percebe. Mas não posso conter uma indagação que paira no ar: um presidente que declara uma guerra errada, o que ele é ?


R E P I Q U E (3)

O Poder Judiciário de São Paulo deve assumir a sua parcela de responsabilidade política nos recentes eventos criminosos que ocorreram no Estado. Não é verdade que os problemas complicados não tenham solução, ou se resolvam sozinhos. Todas as questões devem ser resolvidas sempre, ou outras maiores surgirão mais adiante. Uma das características dos Tribunais é darem, certo ou errado, solução a todos os casos que lhes são submetidos. Não há melhor âmbito melhor para isso do que o processo judicial. O Judiciário brasileiro não pode continuar burocrático. Cabe-lhe, cada vez mais, decidir.


R E P I Q U E ( 2 )

A agência Reuters noticia que os israelenses querem abrir um inquérito para apurar a causa do fracasso da guerra que acabou. Não parece haver mais dúvidas de que as forças armadas israelenses já tinham o plano de bombardear maciçamente o Líbano e só aguardavam um pretexto para isso. Ou seja, não se tratou de uma “reação desproporcional” ao seqüestro de dois soldados – que acabaram não sendo liberados – mas de uma ação militar deliberada, com objetivos determinados. O problema é conhecer quais eram, de fato, esses objetivos, e é isso uma das coisas que se perguntam os israelenses. Quem sabe se não foi a administração Bush que insuflou tudo isso para tentar uma saída melhor do “pântano iraquiano” e obter trunfos contra o Irã na disputa sobre o programa nuclear daquele país ? Os judeus americanos, que são mais ligados aos democratas do que aos republicanos, não devem estar gostando nada do que está acontecendo…