“GUERRA” AO TERROR

Está ficando cada vez mais claro que o emprego na palavra “guerra” no combate ao terrorismo serve para colocar em campo mais guerras, mas não para reduzir o terror. Ou seja, que o terror deve ser combatido como um crime, nos países em que ele se manifesta, e não como uma política, ou como uma ideologia a ser derrotada pela força, porque se trata de uma tática que serve a qualquer discurso, de esquerda ou de direita. Esta é a minha opinião mas não é, evidentemente, a do pres. Bush, que está fazendo campanha para os republicanos vencerem na eleição de novembro nos EUA, como se tudo o que ele fez de errado, até agora, tenha sido certo. E continua com a estratégia da atemorizar a população. O Blair usou a mesma desfaçatez, mas parece que, afinal, vai acabar caindo nos próximo 6 meses. O parlamentarismo inglês está se revelando mais apropriado do que o presidencialismo americano para afastar do governo lideranças políticas malfeitoras.