A CLIENTELA DA CORREÇÃO MONETÁRIA

No editorial de hoje, intitulado “Herança Inflacionária”, adverte o Estadão ( com base em artigo do prof. YOSHAIKI NAKANO, publicado no jornal Valor da semana passada ) que, “sob a superfície de aparente tranqüilidade em que navega a política monetária, atuam mecanismos típicos de períodos de inflação descontrolada, que sobreviveram ao Plano Real (os quais) criaram uma barreira à queda mais acentuada da taxa básica de juros e, por isso, tolhem o crescimento.”

Eis o que resultou da lamentável decisão de interromper-se, antes de completá-lo, o processo de desindexação da Economia, deixando de fora setores importantes, como o financeiro, o Judiciário e, indiretamente, o tributário e o habitacional.

O Plano Real e a Desindexação da Economia têm que prosseguir sob pena de o país continuar “travado”, como reclama o pres. Lula. Se isso não for feito rapidamente, o mais depressa possível, outros setores – especialmente os sindicatos e os servidores públicos – vão pressionar por reajustes periódicos para recomposição das “perdas decorrentes da inflação” ( por menor que esta seja ).

A herança inflacionária é, essencialmente, uma herança correciomonetária.


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