A TEORIA ESTATAL DA MOEDA

A expressão “nominalismo”, aplicada ao estudo da moeda, por oposição a “metalismo” ( e, mais tarde, a “valorismo”), foi popularizada por GEORG FRIEDRICH KNAPP (1842-1926) que, em 1905, publicou, na Alemanha um livro de grande sucesso, “Staatliche Theorie des Geldes”, a Teoria Estatal da Moeda.

O trecho do livro em que KNAPP dá ênfase ao vocábulo “nominalistas”, para referir-se aos estudiosos que, seguindo a lição de Du Moulin, consideram a moeda um valor nominal, é o seguinte: “ O homem comum é um metalista; o teórico, por outro lado, é forçado a tornar-se um nominalista, porque não é sempre possível definir a unidade de valor como uma dada quantidade de metal.”

A obra de KNAPP, cuja 4a. edição foi traduzida para o inglês, por sugestão de KEYNES e da Royal Economic Society, causou uma sensação nos meios intelectuais da Europa do princípio do século XX. Basta dizer que mereceu uma longa e elogiosa digressão por parte de MAX WEBER no seu livro Economia e Sociedade. É notória a sua influência, também, sobre os juristas, especialmente NUSSBAUM e ASCARELLI.

Embora tenha muito prestígio entre os juristas, o autor da Teoria Estatal da Moeda não era formado em Direito. SCHUMPETER ( que discorda de suas principais formulações ), define-o como um economista “institucional”, ou historiador da vida econômica, referindo-se ao seu livro como uma “obra (que) deu-lhe, sem dúvida, fama internacional ( formando ) uma plêiade de discípulos à sua volta e, tanto admiradores como opositores, contribuíram igualmente – os últimos pela violência dos ataques e não menos do que os outros com elogios – para o êxito retumbante.”


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