O PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE

“Tem a determinação militar de alcançar o objetivo planejado, a inteligência viva, a ideologia incandescente, a fé passional de um cristão-novo e uma boa dose de desequilíbrio mental”.

Com essas palavras, que também serviriam para definir o pres. Bush, o ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia refere-se ( num artigo hoje publicado no Estadão ) ao pres. Chávez, para concluir que o Brasil não deve permitir que a Venezuela dê “o tom das relações bilaterais”.

Ora, pau que dá em Chico dá em Francisco, como se dizia no meu tempo. As mesmas razões que levam o articulista, baseado na análise da personalidade do presidente venezuelano, a alertar o pres. Lula contra a liderança de Chávez, serviriam para advertir-nos contra a liderança do pres. Bush, que ele, contudo, implicitamente admite: ou seja, Lampreia, no seu artigo, está chovendo no molhado.

Devemos obedecer, hoje em dia, ao princípio da universalidade, sob pena de sermos parciais e mesmo equivocados em nossas análises.


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