AINDA É TEMPO

O lançamento do PAC – que resultou num desastre político inesperado – teve uma vantagem: expôs, sem rebuços, o despreparo do governo e do PT na área vital da “Economia Jurídica”.

A min. Dilma Roussef ( nas suas entrevistas antipáticas ) e o ex-min. José Dirceu ( no seu Blog, em que pediu a renúncia do pres. do Banco Central e qualificou a última decisão da entidade sobre a taxa de juros de “ideologia pura”) mostraram, apenas, o que todos já sabiam: que eles não entendem nada desse assunto.

A grande revelação pública foi da mediocridade do min. Mantega, o maior responsável pela “crônica do fracasso antecipado”em que se tornou o lançamento do PAC, do qual o pres.Lula esperava, certamente, muito.

Grande parte do mal já está feito: o governador José Serra, rapidamente, percebeu o ponto fraco e veio aos jornais atacar o plano, conclamando os demais governadores a fazer o mesmo. A oposição ganhou munição preciosa , que até então não tinha para combater o governo ( salvo os insuportáveis apelos de tipo udenista contra a corrupção)

O pres. Lula, no exterior, deu declarações a favor da “unidade”da equipe econômica ( meio fora do ponto, pois o Banco Central não é, propriamente, parte dela ) e afirmando que reduzir os juros “não é mágica”. A virada da situação não se fará, contudo com esse tipo de abordagem, porque o momento exige um comportamento mais teórico e mais maduro do governo.

Ainda é tempo, no início do segundo mandato, de o pres. Lula corrigir o rumo que o seu governo acabou tomando nessa área tão sensível da Economia. Mas ele tem que agir rápido, começando por remover do caminho, imediatamente, o min. Mantega, que evidenciou não ter qualificação e postura para ocupar do posto, sendo visivelmente incapaz de conseguir equacionar o problema dos juros altos e do câmbio supervalorizado, apontados como questões centrais do país pelo governador do Estado de São Paulo, provável candidato da oposição à presidência da República.


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