JULGAMENTO DE BUSH

A intenção de Kelsen ao propor, em meados do século passado, a instituição de um Tribunal Internacional, como instrumento da luta jurídica pela paz, era a de se poder julgar, pessoalmente, os responsáveis pelas guerras, o que se aplicaria como uma luva ao caso do pres. George Bush, cuja confrontação crescente com o Irã assombra os analistas americanos pela semelhança com o que ele fez, há 4 anos atrás, em relação ao Iraque ( do que dá notícia o jornalista David E. Sanger do NYT em texto publicado em tradução no Globo de hoje ).

A não adesão dos EUA ao Tratado que criou o atual Tribunal Penal Internacional inviabiliza, contudo, a deflagração de um processo judicial contra o presidente americano, ainda mais com ele no poder.

A verdade, todavia, é que Bush age como o chefe de um bando, e não como um chefe de Estado, ao querer expandir uma guerra que declarou por motivo falso e, na prática, está perdendo.

O remédio, portanto, parece ser o seu julgamento político, como exigido, por sinal, pelos manifestantes da “passeata dos 100 mil” da última semana nos EUA, em que se pedia, insistentemente, o impeachment do presidente.


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