FALTA DE CREDIBILIDADE DA C.I.A

Foi muito preocupante o artigo de ontem do jornal inglês independente The Guardian que mostrou uma soma de medidas de intimidação que os EUA estão tomando para preparar uma guerra contra o Irã. Amanhã, aliás, como se previa, deve sair na imprensa o relatório do serviço secreto sobre a morte de soldados americanos “causadas” por agentes iranianos.

A origem desse relatório é o mesmo Serviço Secreto que inventou o incidente do golfo de Tonkim, que serviu de pretexto, na época, para a invasão do Vietnam do Norte por ordem de Lyndon Johnson, e que “fabricou” as armas de destruição em massa que deram início à guerra do Iraque por Bush.

Mas há uma esperança: que a Casa Branca – que só tem errado politicamente – perca, mais uma vez, a sua batalha política atual a favor da extensão do conflito.

Os objetivos nacionais permanentes dos EUA não podem, com efeito, se limitar a buscar a hegemonia a qualquer preço, mesmo às custas da nossa sobrevivência como civilização. Há de haver, por lá, autoridades civis e militares um pouco mais razoáveis do que as que estão na linha de frente.

O presidente Bush, por outro lado, está mais fraco do que nunca; e se a política é a arte de atacar depois de acumular forças, a situação dele é bem pior do que antes de decretar a guerra do Iraque.

Ainda assim, o fator Irã – o segundo personagem do “eixo do mal” – é um complicador a mais que dificulta a saída dos americanos do front do Iraque, pois o território desse país tornou-se um cenário propício para a armação de incidentes contra os vizinhos.

De qualquer modo seria tão mais fácil uma saída diplomática para o Oriente Médio !

Essa proposição é tão óbvia que pode ser que acabe prevalecendo ( sem prejuízo da minha sugestão anterior de se promover, sem falta, o impeachment não só de Bush como de e Dick Cheney, elevando-se, com isso, pela primeira vez, uma mulher, Nancy Pelosi, a terceira na linha de sucessão, à presidência da República).


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