AINDA O INSTITUTO MONETÁRIO DO MERCOSUL

Os jornais noticiaram que a Venezuela, membro do MERCOSUL, irá promover uma reforma monetária para tentar conter a inflação que é, hoje, da ordem de 17% ao ano, a mais alta da região.

O objetivo da reforma é conseguir que inflação anual fique em apenas um dígito. Será promovida, ao mesmo tempo, com a mesma finalidade, uma reforma tributária, com a diminuição do IVA – Imposto de Valor Agregado – ( similar ao nosso ICMS ) em cinco pontos percentuais, sendo três pontos percentuais a partir da 1º de março e mais dois pontos a partir de 1º de julho. Além disso, pretende-se taxar o patrimônio e o luxo.

A reforma monetária, com o corte de três zeros ( semelhante a tantas que fizemos no Brasil nos últimos anos ) visaria dar maior eficiência ao sistema de pagamentos e consolidar a confiança na moeda nacional. A idéia é ver como isso funciona e fazer uma revaliação em 4 de fevereiro de 2008.

Trata-se, como se vê, de um tema que poderia ser analisado no âmbito do Instituto Monetário do MERCOSUL, cuja criação venho propondo há algum tempo .

Creio que uma moeda regional ( com a denominação de “SUR”, que tem sido recebida, aliás, com simpatia pelas pessoas ), subordinada a um Banco Central único, é a forma contemporânea de integração dos países das diversas regiões do mundo, cujo melhor exemplo foi, sem dúvida alguma, o EURO, visto com temor por muitos antes de sua criação, mas que se revelou um sucesso absoluto.

O Banco Central Europeu foi antecedido por um Instituto Monetário Europeu, que estudou, durante anos, a situação monetária na Europa, assim como o Instituto Monetário do MERCOSUL, segundo penso, deve agir em relação aos países da América do Sul (inclusive a Venezuela ) que hoje buscam uma união regional.


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