PRESSÃO PARA TODO LADO

A invasão militar do Iraque – um país soberano – pelos EUA, foi um ato que contrariou a Carta das Nações Unidas e, como tal, constituiu uma ilegalidade.

No momento em que os governantes, responsáveis por essa ilegalidade, sem ter pago por ela, ameaçam o Irã, ao dizer que todas as opções contra ele ( inclusive a militar ) estão na mesa, como acabou de fazer o vice presidente Dick Cheney, em entrevista coletiva à imprensa na Austrália, eles contrariam a Constituição dos Estados Unidos que juraram defender ao ser eleitos e empossados.

O direito político desde, pelo menos, A Cidade de Deus, de Santo Agostinho, traça a distinção entre o chefe de uma quadrilha e o chefe de uma Cidade, a quem cabe obter o consentimento alheio em nome de algum princípio que, no caso da democracia, é a legitimidade.

O Congresso americano não pode permitir que esse gesto de ameaça brandido por Dick Cheney continue a ser praticado impunemente, pois não é uma simples bravata e sim um ato político – quase uma declaração de guerra – exercido em nome do poder Executivo dos EUA.

Esse tipo de pressão da Casa Branca no curso de um conflito internacional que se revelou ilegal não de dirige, apenas, contra o Irã: ela é também contra a ONU, contra o legislativo americano e, na verdade, contra todo o mundo civilizado.

Se os EUA não coibirem a conduta criminosa de seus chefes atuais acabaremos todos envolvidos numa guerra atômica que destruirá o Oriente Médio – inclusive, provavelmente, Israel – com conseqüências também catastróficas para todos nós do ocidente.


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