O ABSURDO DA CHAMADA “GUERRA AO TERROR”

O ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA , Zbigniew Brzezinski, que está lançando o livro “Second Chance: Three Presidents and the Crisis of American Superpower (“ Segunda chance: três presidentes e a crise da superpotência americana” ) escreveu um artigo no Washington Post, publicado no GLOBO de hoje, sobre a crise que a “guerra ao terror” de George Bush está causando aos Estados Unidos, cujos desdobramentos trágicos ainda não se manifestaram inteiramente.

Depois de dizer que a frase ‘guerra ao terror’, “ por si só, não tem sentido: (porque) não define um contexto geográfico, nem nossos inimigos; (e) o terrorismo … ( não ) é um inimigo, mas uma técnica de guerra” o ex-conselheiro do Presidente Jimmy Carter denuncia o uso irresponsável dessa ideologia pela Casa Branca para empurrar os americanos para a invasão ao Iraque, com base em motivos falsos, o que só foi possível fazer, e está sendo mantido, pelo uso do medo como tática política.

Vale a pena ler não só esse artigo bem como a entrevista que ele concedeu à jornalista Patrícia Campos Mello, correspondente em Washington, publicada na edição de domingo do Estadão.

O problema é que a gente sai dessa leitura com uma terrível sensação de que o presidente Bush, e a sua equipe da Casa Branca, se não forem afastados, a tempo, do poder, ainda são capazes de causar-nos a todos muitos danos.


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