UNIÃO MONETÁRIA DA AMÉRICA DO SUL

Entre trancos e barrancos está começando a delinear-se uma união monetária na América do Sul para a qual vamos ter que caminhar muito em breve, como fez a Europa há 50 anos atrás.

Em primeiro lugar o Brasil e a Argentina já decidiram abandonar o dólar como moeda de conta nas transações internacionais entre os dois países que passarão a ser contabilizadas numa unidade comum.

A outra novidade é o Banco do Sul que pretende preencher o papel que o Banco Mundial, de Paul Wolfowitz, vai deixar de desempenhar em relação a nós.

Nada disso é muito fácil fazer. Nós, portunhóis, gostamos de falar, de gesticular e de fazer política tradicional, mas não somos muito amigos dos números . Isso, porém, talvez não seja um grande problema , pois os italianos também eram assim e são, hoje, parceiros disciplinados da união monetária européia.

Os fatos econômicos, a meu ver, trabalham a favor da nossa união. O dinheiro é cada vez importante nas relações continentais. A estabilidade brasileira, o crescimento da Venezuela, a inflação Argentina, a revisão inevitável da dolarização do Equador , as nacionalizações na Bolívia, são problemas que estão, por outro lado, exigindo a atenção diária da mídia e dos políticos sul americanos.

Os juristas e os economistas devem preparar-se, portanto, para enfrentar essa novidade do futuro próximo: a implantação de uma moeda comum e de um Banco Central regional. Como o dinheiro é, em última análise, um nome, o primeiro passo deve ser escolhermos uma denominação para a nossa futura moeda.

Isto posto, comecemos todos a trabalhar logo para a instituição do “SUL”.


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