Notícias das entrelinhas

1 –No bojo do artigo de Simon Jenkins no The Gardian, publicado no Estadão de domingo, a propósito do massacre de Blacksburg, Virgínia, com o sub-título “ A tragédia não é sinal de uma sociedade doente, mas de uma alma deturpada” lemos a informação de que o Secretário de Desenvolvimento da Grã Bretanha, Hilary Benn quer proibir o uso da expressão “guerra ao terrorismo” pois isso enobrece gangues díspares e lhes dá credibilidade política como parte de algum movimento global idealista. Tratar os criminosos como terroristas e os mafiosos como guerreiros – , diz o articulista – bajula não apenas o ego deles, mas também o dos políticos. “O governo moderno” , diz ele, “tem sido poluído pela linguagem de guerra.” Basta ver, acrescento eu, o grande mal o Bush causou ao declarar-se, de público, “um presidente de guerra”.

2 – A outra informação quem nos dá é Kenneth Rogoff, ex-economista chefe do FMI, no artigo “Wolfowitz e o Banco Mundial encurralados”, publicado no Globo também de domingo. Segundo ele, quando Gordon Brown se tornar o próximo primeiro-ministro da Inglaterra, pretende convencer o grupo G7, dos países ricos, a comandar o processo de mudança na escolha dos presidentes do Bird e do FMI, para torná-la mais técnica, aberta e transparente, evitando que pessoas desqualificadas possam assumir a presidência do órgão, apenas pelo fato de serem amigas do peito – como no caso de Paul Wolfowitz – do mesmo Bush.


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