CAMINHO DA NEGOCIAÇÃO

Tanto a decisão judicial como o negócio jurídico podem, como se sabe, criar normas jurídicas individuais.

O Congresso americano, que joga uma queda de braços com o Executivo em torno da permanência das tropas americanas do Iraque, podia ter submetido à Corte Suprema o veto do presidente ao projeto de lei que fixa o início da retirada para outubro deste ano para obter uma decisão judicial a respeito, mas optou pela negociação cujo escopo foi resumido ( diz o Globo de hoje ) por um alto funcionário do Executivo nos termos seguintes:

“O presidente Bush precisa dos recursos e o Congresso quer um cronograma. Nada será implementado sem um acordo entre ambos. Portanto, é certo que os dois lados chegarão a um consenso.”

Além desse caminho de negociação interna nos EUA haverá um acordo internacional no qual é indispensável que a Síria e o Irã participem.

A presidente da Câmara dos Deputados americanos, Nancy Pelosi, já se encontrou, pessoalmente, com o presidente da Síria, Bachar Assad. Por outro lado começa na próxima quinta feira uma reunião sobre o futuro do conflito que colocará, pela primeira vez em muitos anos, frente a frente representantes do governo americano e do Irã.

Como se vê, as partes interessadas estão começando a percorrer, para alívio de todos nós, o caminho da negociação.


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