PAUL WOLFOWITZ, BUSH e a Aída de Verdi

Enredado numa trama armada por Amonasro, pai de Aída , Radamès informa à sua amada que a estratégia das tropas sob seu comando será atacar o inimigo, de surpresa, através das gargantas de Napata.

Quando percebe que Amonasro estava escondido ali perto, e ouvira a sua inconfidência, – e descobre que não se tratava de um simples prisioneiro dos egípcios, que ele pedira, generosamente, ao Faraó para libertar, mas do próprio Rei da Etiópia – Radamès exclama, desesperado:

-“ Io son disonorato” !

Em seguida – no final dramático do terceiro ato – entrega-se aos sacerdotes, que o condenam a morrer emparedado no quarto ato.

Depois que veio à tona o ato de nepotismo que praticou para proteger a sua namorada, Shaha Riza, o ex Sub Secretário de Defesa, Paul Wolfowitz, ao invés de reconhecer, de cara, que estava também desonrado, decidiu lutar para se manter na presidência do Banco Mundial, da qual, contudo, deverá ser defenestrado pelo Conselho de Administração nos próximos dias.

O papel de George Bush nessa ópera é ridículo, semelhante ao de Amneris. Ela é filha do Faraó e não quer ver Radamès, a quem ama, executado. Empenha-se, mas não consegue salvá-lo . O chato é que Amneris é uma personagem da fantasia de Verdi, e Bush é o presidente dos EUA, que nomeou muito mal o cupincha….


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