“FICAR” OU “NÃO FICAR”: is that the question ?

Ganhou alarde na imprensa local do Rio de Janeiro a opinião atribuída ao bispo auxiliar no Estado, dom Dimas Lara Barbosa – recém eleito Secretário Geral da CNBB – de que “ficar é próprio de garotas de programa”.

Trata-se, contudo, a meu ver, de um factóide, que ganhou carona no noticiário sobre a visita do Papa, mas que não tem maior importância. Em meio a questões éticas relevantes, como a do aborto e da eutanásia, o Secretário Geral não tinha nada que dar palpites – se é que os deu – sobre o modus faciendi dos namoros dos jovens, matéria de foro íntimo, sobre a qual não lhe cabia opinar.

Não é fácil, hoje em dia, para a opinião pública orientar-se, com segurança, tantas e tão diferentes são as escalas de valores, inclusive as dos jornalistas, que escolhem certos temas como prioritários para, aparentemente, despertar apenas a curiosidade dos leitores.

Eutanásia, aborto e uso de células tronco são questões morais relevantes porque dizem respeito ao conceito de vida, fundamental para a religião.

Quanto à opção “ficar ou não ficar” o Papa nem deve ter ainda uma opinião formada a respeito.


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