A GUERRA DOS CEM ANOS

A chamada guerra dos cem anos, que ocorreu no final da Baixa Idade Média, consistiu numa série de conflitos armados intermitentes durante os séculos XIV e XV – entre 1337 e 1453 – envolvendo, especialmente, a França e a Inglaterra.

Como impedir que esse fenômeno se repita, na Idade Contemporânea, no Oriente Médio, onde israelenses e palestinos voltam à luta armada, e o Líbano pede a ajuda dos EUA para enfrentar ataques de uma fação local da Al Qaeda num conflito com o exército regular libanês ?

Haverá guerras intermináveis, ou tão duradouras que pareçam intermináveis ? O que fazer para por fim a uma guerra que, aparentemente, não pode terminar com a vitória de qualquer dos contendores ?

Todas essas indagações nos ocorrem ao ver a dificuldade do Congresso norte-americano, de maioria democrata, em conseguir fixar um cronograma para a retirada das tropas dos EUA do front de batalha do Iraque, e ao perceber, nas entrelinhas das notícias, que os belicistas estão preparando a extensão do conflito na região.

A esperança, a curto prazo, é que o futuro primeiro ministro da Inglaterra, Gordon Brown, aja como um Tony Blair ao contrário, e consiga tirar, abruptamente, os britânicos do atoleiro em que se meteram no Iraque e que, com isso, comece a ser resolvido o problema que Bush, ao que tudo indica, quer jogar, daqui a dois anos, no colo do seu sucessor democrata.


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