AINDA O MERCOSUL

Uma das hipóteses discutidas na reunião do Woodrow Wilson Center foi a possibilidade de transformação do MERCOSUL num pacto de natureza política. Na opinião de Rubens Barbosa, “o aparente avanço do exercício da integração por meio de símbolos ( criação, por exemplo, do Parlamento e do Instituto Social ) transformará a natureza do bloco que, originalmente comercial, passaria a ser um fórum de articulação política.”

Não vemos com maus olhos a criação seja de um Parlamento, de um Instituto Social ou de um Banco de Desenvolvimento – do que quer que seja, enfim, para promover maior integração. O que defendemos, porém, é mais do que isso.

Acreditamos que uma maior integração do MERCOSUL, além de obedecer às normas convencionais do Direito Internacional, poderia se dar, mais rapidamente, através da instituição de uma ordem monetária regional, de um dinheiro comum a ser emitido, por um Banco Central supranacional.

A criação de um dinheiro comum regional teria, ao mesmo tempo, o mérito de acentuar as características comerciais originais do MERCOSUL, que Rubens Barbosa teme possam se perder, em consequência da maior politização do bloco.


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