DE VOLTA PARA O FUTURO: uma proposta de anistia civil

Agora que o Brasil não é mais um país provisório – e cresce de dia – devemos levantar um brinde ao escritor Stefan Zweig que já nos via, na década de 1940, como um País do Futuro.

O que Zweig talvez não imaginasse é que pudéssemos ter chegado, tão bem, ao presente e passássemos a temer ( como dizem, galhofeiramente, os economistas ) …. o passado.

Se ele vislumbrasse que esse temor ocorreria, talvez recomendasse uma espécie de anistia civil – um ajuste generoso de contas com o que deixamos para trás. Não faz sentido, por exemplo, que os chamados resíduos dos Planos Verão e Bresser, transcorridos vinte longos anos, mesmo se devidos, não estejam extintos.Não faz sentido, também, que certos créditos habitacionais continuem pendentes.

É preciso criar prazos curtos de prescrição para certas dívidas civis, trabalhistas e tributárias e passar uma borracha sobre episódios do passado. Isso, porém, ainda não está ocorrendo.


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