HORA DE SALTAR DO BONDE

Eis uma expressão que se usava antigamente, numa época em que ainda havia bondes, mas que nem por isso deixou de ser significativa: quando não há remédio para certas situações que o levaram a tomar o bonde ( errado, naturalmente ) o jeito, mesmo tendo pago o preço da passagem, é o sujeito saltar, ainda com ele andando.

Essas considerações – cândidas, talvez – me ocorreram depois que li o artigo “Uma derrota pode salvar um imperio” no Estadão de hoje, escrito pelo general da reserva do exército britânico, Michael Rose que, a despeito do seu tom militar, que soa desagradavelmente aos ouvidos pacifistas, recomenda que os EUA, para não “abrir mão de sua posição de superpotência global”, saiam, o mais rapidamente possível, do Iraque, onde a sua vitória é impossível

Segundo ele,nesse artigo, originalmente publicado no NYT, a guerra do Iraque é “desnecessária”, “errada”, no “lugar errado” e na “ hora errada”, como foi a dos ingleses contra os insurgentes norte americanos em 1781.

Ou seja, se os americanos não saltarem, logo, do bonde, segundo o general Michael Rose, serão substituídos, como líderes mundiais, “por um regime sem o mesmo compromisso com a justiça e a liberdade”.


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