IGREJA, PEDOFILIA E ANÁLISE ECONÔMICA DO DIREITO

Segundo notícia de hoje de primeira página do Estadão a “Igreja Católica dos EUA, que já desembolsou cerca de US$ 1,5 bilhão ( R$ 2,8 bilhões ) com indenizações à vítimas de pedofilia, deverá gastar mais US$ 660 milhões ( R$ 1,23 bilhão )” adicional esse que resulta da ” decisão da Arquidiocese de Los Angeles que aceitou indenizar a mais de 500 vítimas de abusos sexuais cometidos por sacerdotes.”

Essas indenizações, como se sabe, resultam de ações judiciais propostas com base na regra do dano moral e visam não só compensar ( ? ) a dor e o trauma provocado nas vítimas da pedofilia dos padres como puni-los, civilmente, por suas condutas.

Do ponto de vista da Análise Econômica do Direito a extinção – o mais rapidamente possível – do celibato do clero poderia reduzir, enormemente, esse prejuízo da Igreja, e transformar os recursos assim desperdiçados numa poupança significativa, cujo saldo poderia ser aplicado em benefício dos fiéis locais e do aumento do prestígio da entidade religiosa.

Será que não há ninguém, no Vaticano, pensando nisso ?


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