DIÁLOGOS RACIONAIS

Ingressando, em alto estilo, na cena mundial, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, depois de ter assinado um tratado de cooperação nuclear com o ditador líbio, Muamar Kadafi, advertiu que devemos permitir que países árabes desenvolvam tecnologia nuclear pacífica, para evitar que o mundo caminhe para o que ele chamou de uma “guerra” de civilizações.

Disse, a propósito, Sarkozy:

“ A energia nuclear é a energia do futuro. Se não dermos essa energia para os países do sul do Mediterrâneo, como eles se desenvolverão ? E se eles não se desenvolverem, como vamos lutar contra o terrorismo e o fanatismo ? “

Trata-se, como se vê, de uma ponderação razoável, como foi, igualmente sensato, o que disse ontem, ao comemorar a principal data da revolução cubana, o presidente Raúl Castro, ao propor abrir a ilha para os investimentos estrangeiros, “ de empresários sérios e preservando o papel do Estado”, pensando, evidentemente, nos norte-americanos, cujas empresas serão, disse ele, bem vindas a Cuba, “ se ( a nova administração dos EUA ) deixar de lado a sua prepotência e decidir conversar de modo civilizado.”

O mundo atual, de repente, ficou muito complicado para que os poderosos continuem querendo resolver os conflitos internacionais fora das normas do Direito.


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