A HERANÇA DE BARRY GOLDWATER

O mais notório falcão da minha época foi o senador Barry Goldwater que nos assustava a todos com a sua retórica arrogante, intolerante e belicosa; de quem me lembrei ontem ao assistir na televisão ao presidente Bush a vociferar contra o Irã numa convenção da Liga Americana, no Estado de Nevada.

Diante dos atuais ocupantes da Casa Branca a retórica do falecido senador fica no chinelo.

Tendo a simpatizar, portanto, com a sugestão do diretor Emílio Esteves, no filme “Bobby”, de que se não tivessem matado, estupidamente, o Bob Kennedy, em 1968, as coisas hoje poderiam ser bem diferentes nos EUA.

Não se deve fazer política mandando matar os adversários, até por razões pragmáticas, pois um bom dirigente político demora muito a ser formado. Quando a matança começa – basta ver os exemplos históricos de Hitler na Alemanha e de Stalin na Rússia – o resultado é o pior possível.

No caso dos EUA parece ser a dupla Bush/Cheney.


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