QUANTO PIOR, MELHOR ?

Segundo um especialista em segurança nacional americano, Alexis Debat, diretor do departamento de terrorismo do Nixon Center, citado pelo jornal britânico Sunday Times, o Pentágono “ está preparando um plano envolvendo um bombardeio aéreo contra 1.200 alvos no Irá para aniquilar a capacidade militar e nuclear do país em três dias.”

Não obstante isso, adverte o mesmo Debat, o plano “ envolveria um uso tão grande de força que se tornaria inviável, já que prejudicaria as ações no Iraque e no Afeganistão.”

Os americanos, ao que parece, estão divididos quanto ao que seria o emprego mais correto da força pelo exército. O Chefe do Estado Maior, general Peter Pace, é a favor da retirada de cerca da metade dos 160 mil homens no Iraque – para não prejudicar a capacidade das forças armadas – enquanto o comandante da operação, general David Petraeus, defende a permanência das tropas naquele país.

Nos meandros dessas divergências há, evidentemente, aqueles que, diante do fracasso político da guerra, são a favor de ampliá-la, estendendo-a ao Irã o que, segundo um antigo ministro da defesa britânico, seria “uma loucura”.

A notícia boa é que o Irã vem procurando cooperar com a AIEA ( Agência Internacional de Energia Atômica ), diminuindo a “ velocidade de seu processo de enriquecimento de urânio”.

Esperemos que isso reduza, em contrapartida, a sanha belicosa dos falcões, embora essa seja , na verdade, irracional, e difícil de conter.E há o risco de a dupla Bush/Cheney, cada vez mais isolada, lançar os EUA numa aventura militar contra o Irã cujos resultados, como várias vezes se advertiu, serão trágicos.


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