MERCENÁRIOS DE SEGUNDO GRAU

Até o governo iraquiano achou que a Blackwater – uma firma de segurança particular com cerca de 5.000 funcionários em ação no Iraque – é criminosa demais e suspendeu a sua licença para continuar atuando no país.

Segundo as agências AP e REUTERS, em despacho enviado de Bagdá,, “ … os seguranças particulares (que elas estimam em 130 mil) que trabalham no Iraque … são acusados de desrespeitar as leis nacionais e as regras da Convenção de Genebra ( que definem normas sobre os direitos humanos ) já que não precisam prestar contas nem ao governo iraquiano nem ao exército dos EUA.”

Essa “terceirização” da guerra, um dos trunfos com o qual contava Donald Rumsfeld para sair vencedor em curto prazo, sem custos políticos, vai entrar na História como uma das grandes selvagerias praticadas pelos americanos contra populações civis de países soberanos.

O receio de que todas as barbaridades praticadas na guerra aflorem exaustivamente depois que as tropas se retirarem e o medo dos processos criminais a que terão que responder nos Tribunais do seu país é, certamente, um dos maiores temores da dupla Bush/Cheney, e explica, em grande parte, a sua decidida relutância em sair do Iraque.


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