RAZÃO E POLÍTICA

Na sua coluna de hoje no GLOBO a jornalista Tereza Cruvinel refere-se a um “ círculo vicioso, com a oposição de hoje imitando a do passado” o que, segundo ela, “suprime qualquer esperança de maior racionalidade na política”.

O presidente Lula, por outro lado, entusiasmado com a boa impressão que o Brasil causa no exterior, o que ele constatou em sua recente viagem pela Escandinávia, exortou os brasileiros a ter mais auto-estima, observando que os jornais estrangeiros têm uma visão mais correta dos progressos da economia nacional do que a nossa mídia local.

Não se pode, com efeito, fazer política sem o emprego da razão. A política versa sobre a condução do Estado e se caracteriza pelo estabelecimento de normas jurídicas que permitem disciplinar a conduta das pessoas e tornar possível a convivência pacífica de milhões de seres num âmbito em que, antes da Lei, o Homem era não passava do lobo do Homem.

Na ausência de um programa definido a oposição brasileira, e seus “comentaristas políticos” aliados, na busca da eventual retomada do poder, está abusando da desconstrução, tentando criar um clima de histeria na opinião pública, especialmente na classe média, muito mais emocional do que racional.

O distanciamento, no espaço, que permite à imprensa estrangeira compreender melhor os avanços econômicos e sociais que o Brasil vem apresentando se traduzirá, com o tempo, no reconhecimento histórico de que o período que estamos vivendo apresenta resultados altamente positivos para a diminuição da desigualdade, que sempre foi um dos nossos piores problemas.

É verdade que essas conquistas não são conseqüência, apenas, de ações do atual governo do PT. Se não fossem as medidas tomadas pelo governo do PSDB, inclusive a instituição da CPMF, não teriam sido criadas as condições para que a população pudesse usufruir, hoje, de uma inegável melhoria na sua qualidade de vida.

Não obstante isso, PT e PSDB andam às turras, como se não fossem irmãos, ou primos irmãos como efetivamente o são. No intervalo de suas diatribes a chamada classe política bem que devia parar um pouco para refletir sobre o fato, historicamente reconhecido, de que sem razão não há política, nem Direito.


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