COMPROMISSO INTRÍNSECO COM A MENTIRA

Eis uma forma aparentemente diplomática, mas essencialmente radical, de chamar alguém de mentiroso: dizer que ele é “intrinsecamente comprometido com a mentira”…

Foi assim que o jornalista americano Carl Bernstein, em entrevista a Lourival Sant’Anna, no Estadão de hoje, definiu o presidente Bush.

O mais grave é que esse presidente dos EUA, por ser, segundo o jornalista,“mentiroso” – ou “teimoso e obtuso” – determinou a invasão de um país soberano e destruiu não só o Estado iraquiano como, praticamente,toda a sociedade civil daquele país, sendo responsável pela morte à toa centenas de milhares de civis inocentes.

A distância dos fatos permitiu-nos, aos estrangeiros, perceber nitidamente, há muito tempo, o tipo de personalidade desprezível desse presidente norte americano. Depois que ele sair do governo a passagem do tempo terá o mesmo efeito no povo americano e deverá lançar uma luz sobre o que foi o Executivo de seu país neste período – o que desembocará, muito provavelmente,em processos judiciais.

É o temor desse futuro, a meu ver, que faz os atuais ocupantes da Casa Branca insistir, no presente, no impasse político, tentando ganhar agora um pouco do tempo que em breve correrá celeremente contra eles.


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