BRASIL, PAÍS DO PRESENTE

De repente, não mais que de repente ( como nos versos de Vinícius de Moraes ) deixamos de ser um país do futuro e nos tornamos … o futuro .

Acostumadas a encarar o que se passava nos países ricos como a imagem do nosso provável porvir, muitas pessoas não estão entendendo como pode o Brasil dar seus passos com os próprios pés, sobreviver melhor à crise financeira atual globalizada do que muitas nações do Ocidente, e ter-se tornado credor líquido dos EUA – como bem salienta Celso Ming em artigo intitulado “A crise mudou de lado”.

O atual baixo astral da população, do qual se lastima Luiz Weis, no seu texto também publicado no Estadão de hoje, pode ter sua raiz nessa insegurança de quem se sente ameaçado porque já não depende tantos dos outros e tem que trilhar os seus caminhos por conta própria: o que não é fácil num país que continua, de fato, cheio de grandes e pequenas armadilhas em que tropeçamos todos os dias.


2 comentárioss até agora

  1. Flavio Jansen outubro 4, 2007 6:56 pm

    Vai ver que é que nem com o futebol, até 1958 ninguém acreditava que o Brasil podia ganhar uma copa, sempre amarelariamos no final. Quem sabe não é o caso atual, não acreditavamos que poderíamos entrar em um ciclo virtuoso de crescimento e melhoria da economia e podemos estar vivendo este momento. Sempre é bom torcer que bons resultados iniciais ajudem a tomarmos as decisões corretas para continuar avançando para frente.

    Flavio

  2. letacio outubro 8, 2007 11:29 am

    É isso aí ! Não me lembrei que, em 1958, ninguém achava que pudéssemos ganhar a Copa. Depois que vencemos a primeira ninguém nos segurou … Espero que isso – ufanismo à parte – aconteça também com a Economia. Mas é preciso tomar decisões corretas, como você diz, e fazer certos ajustes que impeçam, por exemplo, a manutenção das atuais taxas elevadas de juros e a apreciação exagerada do Real.

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