INTEGRAÇÃO MONETÁRIA SUL AMERICANA

Os presidentes de sete países sul americanos – Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador e Venezuela – assinarão no próximo dia 3 de novembro, em Caracas, a ata de fundação do Banco do Sul que é o primeiro passo efetivo para uma integração monetária na região.

Embora destinado a ser um banco de financiamento e desenvolvimento econômico – não sendo, portanto, o embrião de um Banco Central como foi, na sua época, o Instituto Monetário Europeu – o Banco do Sul terá um papel fundamental na instituição de uma moeda comum regional em nosso continente.

A circunstância de alguns países importantes – como, por exemplo, o Chile e a Colômbia – não estarem integrados ( ainda ) a esse projeto não diminui a sua importância, mesmo comparando-se a nossa situação atual com a da Moeda Comum européia que, até hoje, não abrange economias poderosas como as da Grã Bretanha, por um lado, e as da Suécia, Dinamarca e Noruega, por outro, que continuam a usar, respectivamente, a libra e a coroa como suas unidades monetárias.

A criação do Banco do Sul obrigará aos países que vierem a integrá-lo a aprimorar os seus sistemas monetários. A Venezuela já está fazendo uma reforma monetária, para viger a partir de 2008, que visa implantar o Bolívar novo, mais forte do que o atual. No que se refere ao Brasil o Banco do Sul poderá contribuir para que o nosso Banco Central e as Autoridades Fazendárias tomem as medidas necessárias destinadas a complementar o plano real , superando a falta de uma norma de conversão dos antigos créditos em cruzeiro real para real e a não desindexação das operações do sistema financeiro e das dívidas judiciais.

O certo é que começamos a caminhar para a implantação do SUL, uma unidade monetária comum do continente sul americano que será, a médio prazo, essencial para a estabilização definitiva das moedas dos diversos países da região o que deve ser saudado, desde logo, como a promessa de um inegável progresso institucional.


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