CONFUSÃO DE CONCEITOS

O artigo do professor Fábio Ulhoa Coelho publicado no Estadão de hoje, que versa sobre a noção de “moral hazard”, parte de díades confusas, passa por previsões catastróficas e chega, de forma enviesada, a uma conclusão que, no fundo, é apenas, óbvia.

Logo de início o professor da PUC paulista tenta opor, equivocadamente, as noções de capitalismo e de terrorismo, como gancho para sugerir, em seguida, que o pior inimigo do capitalismo seria ele próprio, incidindo, com isso, na superada fórmula marxista leninista de que o capitalismo traria em si o germe de sua própria destruição. No caso o vírus seria o “risco moral”, que comprometeria o “núcleo do funcionamento” do capitalismo .

Mais adiante o texto traça um cenário absurdamente catastrófico, de “quebradeira generalizada dos grandes bancos, paralisação do comércio e da indústria, desemprego, inflação, convulsão social e tudo mais …” para concluir que se o capitalismo quiser funcionar sem o Estado isso pode ser a sua morte”.

É óbvio que sem o Estado o capitalismo não funcionaria.

Ele nem teria sequer nascido, já que o capitalismo – e não só o capitalismo, mas também o comunismo chinês de hoje – depende do emprego do dinheiro em larga escala como sistema de organização da conduta das pessoas na sociedade.

É preciso ter uma visa clara de certos conceitos fundamentais para entender o mundo atual e suas rápidas transformações.


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