A FAVOR DA PAZ

No prefácio de seu livro “A paz através do Direito” o jurista Hans Kelsen escreve o seguinte:

“Há verdades tão evidentes por si mesmas que devem ser proclamadas uma e outra vez para que não caiam no esquecimento. Uma dessas verdades é que a guerra é um assassinato em massa, a maior desgraça de nossa cultura, e que assegurar a paz mundial é nossa principal tarefa política, uma tarefa muito mais importante que a decisão entre a democracia de a autocracia, ou o capitalismo e o socialismo; pois não é possível um progresso social essencial enquanto não se crie uma organização internacional através da qual se evite efetivamente a guerra entre as nações desta Terra.”

Inserem-se nesta linha de pensamento as declarações de ontem do presidente Lula no seminário de que participou em Uagandugu.

No seu primeiro discurso da atual turnê africana disse, com efeito, o presidente brasileiro que “ quando falamos em democracia e desenvolvimento precisamos ter em conta que a palavra mágica que permite resolver os problemas dos países pobres chama-se paz”.

E concluiu:

“Sem paz nenhum país do mundo vai se desenvolver. Se, ao invés de comprarmos pão, tivermos que comprar canhões; se ao invés de comprarmos arroz, tivermos que comprar fuzis; e se, ao invés de abraçarmos um companheiro, tivermos que atirar nele, certamente esse país nunca irá se desenvolver.”

São palavras muito oportunas e bem vindas.


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