REAÇÃO DOS DIPLOMATAS AMERICANOS

Embora a guerra do Iraque já esteja, há muito tempo, perdida, a dupla Bush/Cheney pretende, por conveniência política pessoal, estende-la até onde for possível, às custas não só de vidas humanas ( dos outros, naturalmente ) como da crescente desmoralização de órgãos do próprio governo americano que foram, numa época, respeitados, como é o caso do Departamento de Estado, cujos diplomatas estão reagindo contra a obrigatoriedade de irem para Bagdá, conforme determinação do governo anunciada no último dia 26 de outubro.

O que está ocorrendo, em síntese, é que os diplomatas americanos correm sério risco de vida em Bagdá, pelo que não têm alternativa senão dependerem da proteção dos gangsters da Blackwater para poderem praticar locomoções pessoais mínimas, indispensáveis ao exercício de suas funções, o que, por sua vez,é uma alternativa lamentável.

Os efeitos da determinação da Casa Branca de “manter o rumo” da guerra até o fim estão sendo sentidos a cada momento.

O problema é que ainda falta mais de um ano para o período do atual governo norte americano terminar…


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