AMEAÇAS DE GUERRA

Segundo o jornal GLOBO de hoje o economista André Lara Resende vê um “risco geopolítico” na situação mundial atual consubstanciado, especialmente, na eventualidade de uma guerra dos EUA contra o Irã, fato que o Embaixador Luiz Fernando Lampreia, num texto que escreveu, há dias, disse que também temia.

Os estrategistas conseqüentes consideram que uma guerra contra o Irã seria um erro, não só dos pontos de vista político, econômico e moral, como, também, de uma perspectiva militar, pois o conflito traria perdas enormes para os EUA e colocaria, inclusive, as suas forças atualmente no Iraque e no Afeganistão entre dois fogos.

Desencadear uma guerra contra o Irã seria, pois, uma estupidez sem paralelos por parte dos EUA, o que não quer dizer, et pour cause, que a dupla Bush/Cheney não relutaria em praticá-la, se pudesse.

Essas ameaças de guerra, de qualquer modo, servem para assustar, por razões diversas, tanto o público externo como o público interno. É como se Bush estivesse dizendo para seus auditórios: não me atazanem nem me ignorem pois eu, enquanto estiver na presidência, ainda tenho acesso aos botões vermelhos capazes de desencadear uma guerra nuclear mundial e sou louco o suficiente para fazê-lo.

Essa sensação, embora não explícita nos meios de comunicação americanos, deve circular à boca pequena nos EUA, tendo sido, provavelmente, captada tanto por Lampreia como por Lara Resende quando se referem aos riscos geopolíticos que pode comprometer a atual euforia dos mercados com a situação financeira internacional atual.


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