PORRA-LOUQUICES COMPARADAS

A expressão porra-louquice da epígrafe, ao contrário do que se possa pensar à primeira vista, é vernácula, nada obscena, provém da palavra espanhola porrón, que descreve uma vasilha de barro, com gargalo comprido, usada, em geral, para beber vinho.

Porra-louquice , portanto, segundo o HOUAISS, é o estado de espírito proveniente de uma certa embriaguês, que pode tomar conta também de pessoas momentaneamente inspiradas por ideologias.

Ao compararmos as porra-louquices políticas atuais dos EUA e do Brasil fica claro o seguinte: no caso dos americanos, ela é uma característica do governo ( que decretou uma guerra com base em mentiras ) ; aqui entre nós brasileiros ela é uma marca da oposição que acabou de retirar a quantia de 40 bilhões anuais do Orçamento da República do próximo ano, sem medir as consequências do seu ato, não se importando com aqueles que estão, de fato, sendo prejudicados.


1 comentário até agora

  1. rodrigo valadão dezembro 14, 2007 12:43 pm

    Caro professor.

    Outro ponto estranho do discurso contra-cpmf é a defesa de que, com esta desoneração, os produtos irão ficar mais baratos. Ouso discordar.

    Em primeiro lugar, duvido que nos mercados sem uma competição efetiva a desoneração seja repassada ao consumidor. Neste particular, o dinheiro que saía do nosso bolso deixa de ir para os projetos sociais do governo e passa a ir para o bolso dos acionistas de grades corporações.

    Já no que diz respeito aos mercados competitivos, duvido que esta desoneração seja repassada in totum. As empresas irão aproveitar para reajustar seus preços e eventual benefício virá, apenas, à longo prazo, quando o aculumado da inflação superar o valor que era pago como tributo. Ainda assim, por um longo período, o nosso dinheiro continuará engordando o bolso de indivíduos e corporações.

    Eu, particulamente, só terei um benefício direto: o valor que deixará de ser cobrado diretamente na minha conta corrente. Neste ponto, eu, enquanto contribuinte e cidadão, prefiro parar a CPMF do que a alíquota de 27,5 do IR. Esta sim deveria estar sendo discutida no Senado, pelos mesmos Srs. que, há poucos anos atrás, elevaram a tributação sobre o PIB de cerca de 25% para cerca 40%, acabaram com a progressividade do IR, mas que agora, à título de picuinha com o governo, defendem uma desoneração tributária…

    Abraços

    Rodrigo Valadão

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