TENSÃO EUA versus IRÃ

Parece que a política dos atuais ocupantes da Casa Branca continua ser a de manter os americanos com medo, para que George Bush consiga posar de grande defensor da pátria.

Os belicistas de lá, por sinal, são especialistas em criar – ou explorar mal – incidentes navais, com objetivos de agressão militar, como ocorreu no caso do Golfo de Tonkin, no Vietnã do Norte, em que certos dados foram “deliberadamente alterados”, como depois se concluiu, para que o presidente Lyndon B. Johnson estendesse, na sua época, a guerra do sudeste asiático.

Ainda bem que as Agências de espionagem divulgaram, há cerca de um mês atrás, um relatório em que afirmam que o Irã paralisou, em 2003, as suas experiências atômicas com fins de obter a bomba nuclear. Tudo estava preparado para que esses incidentes forjados, ou ampliados, justificassem futuros bombardeios pelos navios americanos, provocando uma perigosa reação do Irã.

Embora a guerra não seja o principal tema da campanha presidencial dos EUA é possível que, com essa viagem de Bush ao Oriente Médio, as notícias publicadas na mídia ganhem uma certa dramaticidade, que pode ser explorada nos discursos dos pretendentes republicanos ao posto de candidato,inclusive do Senador John McCain, que precisa recuperar uma parte do seu prestígio com os falcões, que até agora não produziu muitos resultados.

Não dá, de qualquer forma, para ficarmos muito otimistas com a paz no mundo, pelo menos enquanto os neo conservadores continuarem no poder.


Deixe um comentário

Seu e-mail nunca será publicado.