BANALIZAÇÃO DA PALAVRA VALOR

O Google mostra, hoje, cerca de 709 milhões de entradas com a palavra “value”; 75 milhões com a palavra “valor”; 72 milhões com a palavra “wert”; 33 milhões com a palavra “valeur” e 19 milhões com a palavra “valore” o que evidencia a vulgarização atual da noção de valor que é, de resto, muito bem salientada pelas seguintes palavras do professor de Coimbra L. CABRAL MONCADA ( escritas em 1962 ) no Prefácio do livro de JOHANNES HESSE “Filosofia dos Valores” por ele traduzido:

“Vivemos numa época em que se tornou hábito falar muito em valores, mesmo fora da ciência e da vida econômicas.

Expressões tais como: valores morais ou éticos, estéticos, literários, religiosos, políticos, jurídicos, teoréticos, etc, andam na boca de toda a gente.

O vocábulo tornou-se banal: sofreu uma inflação; como que se democratizou, ao ponto de figurar nos artigos de fundo dos jornais e nos discursos político de certo recorte intelectual e de boa confecção.

Todos mais ou menos o empregam sem o menor embaraço, muitos com ênfase, uma ênfase de quem bebe do fino em matéria de cultura filosófica nas mais diferentes situações da vida.

E contudo poucos terão talvez uma exata consciência do alcance filosófico deste misterioso conceito, para não falar da vastíssima problemática que ele faz levantar ou que com ele se relaciona nos mais variados domínios da especulação.”

( Teoria monetária XXIX)


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