VIAGEM CHINFRIM

O presidente dos EUA deu por encerrada, hoje, quarta feira, o seu tour pelo Oriente Médio que teve o seu brilho ofuscado por outras notícias internacionais mais eletrizantes, como a soltura das reféns pela FARC, o namoro do presidente SARKOZY com a charmosa CARLA BRUNI e, até mesmo, com a retirada recíproca de fotos dos presidentes LULA e FIDEL CASTRO.

Isso não quer dizer que a atual política americana a favor ( finalmente ) da criação de um Estado Palestino e da divisão de Jerusalém não seja relevante. O monótono, porém, nas declarações de Bush – que repete os scripts que lhe dão fazendo uma cara ( que não convence) de entendido no assunto – consiste em que elas são, sempre, a favor das guerras e do uso da força.

Disse Bush, por exemplo, na terça feira, ter deixado sistematicamente claro que “todas as opções estão sobre a mesa, mas eu gostaria que isso se resolvesse diplomaticamente”, o que o tipo de declaração conhecida como diplomacia da força, do “grande porrete”, que rapidamente está ficando velha e superada.

O conflito EUA e Irã já está se resolvendo, de fato, diplomaticamente, porque os EUA se deram muito mal na aventura militar do Iraque e, agora, os próprios aliados árabes dos americanos, especialmente a Arábia Saudita, têm mais medo do confronto militar entre os dois países do que da ameaça iraniana potencial.

A verdade é que o mundo atual ficou muito complicado, e não pode ser administrado mais com base em soluções de força. Potência não é poder: por isso vige um Direito Internacional que deve passar a enquadrar todas as nações, especialmente a militarmente mais forte delas todas.


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