A MOEDA NOS ESTADOS UNIDOS

Foi a Joint Resolution, de 5 de junho de 1933, negociada pelo Presidente FRANKLIN ROOSEVELT, ao decretar a nulidade das obrigações vinculadas ao “valor ouro”, que constituiu o ponto de inflexão a partir do que os impasses que tinham traumatizado as finanças americanas começaram a se resolver.

Tanto naquela época, como atualmente, o problema dos Estados Unidos é, essencialmente, monetário.

Os bancos, então, como hoje ( lembra HAROLD MEYERSON em artigo publicado no The Washington Post, traduzido pelo Estadão sob o título “Dessa vez, os velhos remédios não funcionarão” ) andaram inventando “veículos financeiros tão complexos e deliberadamente obscuros – todos concebidos para gerar lucro em cada operação de swap – que perderam há tempos a referência ao valor real dos papéis.”

Simplificando a questão, os americanos caíram, afinal, numa das armadilhas que eles mesmo ajudaram a criar, ao estimular o uso de unidades de conta alternativas para fundamentar o valor dos créditos. Os juros flutuantes, por exemplo, que acabaram contaminando irremediavelmente o negócios das hipotecas, resultaram de cláusulas semelhantes às da nossa correção monetária nos contratos imobiliários.

A Joint Resolution de 1933, ao decretar a nulidade da cláusula ouro, restabeleceu o princípio do valor nominal, que, aliás, já tinha sido proclamado pelos Tribunais Americanos nos famosos Legal Tender Cases, do século XIX.

Tal como naquela época, o caminho para a solução da crise monetária americana passa, agora, pelo revigoramento do princípio do valor nominal.


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