BOM COMO ASSESSOR; MAU COMO PAPA

O cardeal Joseph Razinger foi, indiscutivelmente, um excelente assessor de João Paulo II, embora muitos o tenham considerado demasiadamente conservador. De qualquer modo trata-se de um competente teólogo, muito culto, que escreve bem e tem capacidade de argumentação esmerada, sendo capaz de dialogar de igual para igual com filósofos de talento além de ser uma pessoa de boa fé e totalmente dedicada à sua Igreja.

Como papa, porém, Bento XVI não está se saindo bem, como o demonstrou, nesses dois dias, o episódio do protesto de alunos e professores que o obrigou a cancelar uma palestra em prestigiada universidade romana, que é mais um dentre os vários incidentes em que Ratzinger se viu envolvido em seu curto pontificado.

A manifestação de apoio ao Papa, que a televisão mostrou ontem, protagonizada por inúmeros estudantes católicos italianos – ao contrário do que o Vaticano, por certo, queria mostrar – provou ser ele um Pontífice fraco, que busca o respaldo público de membros organizados do seu grupo para poder governar.


1 comentário até agora

  1. Sabino Lamego de Camargo janeiro 17, 2008 11:00 am

    Não misture política com questões de Fé. Ainda mais políticas de baixo nível como estas que os governantes e legisladores de nosso país nos têm oferecido ultimamente. Afinal, o Papa não procura nem tem porque procurar respaldo público para governar coisa alguma em matéria de Fé. Ele simplesmente representa o Cristo e a Verdade por Ele revelada.

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