DANO INCOMENSURÁVEL

Assisti, na televisão, ao discurso do presidente Bush, no qual ele assumiu que o seu país está numa situação que – embora não tenha sido chamada expressamente de recessão – tem todas as características de uma …. recessão.

Ninguém, ao que parece, gostou muito do que ele disse, embora o governo estivesse solenemente reunido e ele tenha feito aquela cara de sempre, de quem está dizendo algo muito importante, e com muita convicção.

Faltou a Bush trazer novidades concretas: baixar impostos é uma receita conhecida, que foi aplicada durante esses 7 anos da sua presidência e deu no que deu.

É verdade que, para agravar as conseqüências prejudiciais dessas reduções dos tributos – com uma promessa agora de reedição – o presidente Bush, ainda por cima, enfiou os EUA numa guerra longínqua ( e iníqua ) que já dura há anos, permanece inconclusa, e isolou o seu país diante da comunidade internacional e está custando caríssimo.

Tudo indica, portanto, que esta presidência será a pior de toda a história dos EUA e que Bush entregará o país a seu sucessor com uma recessão econômica e uma guerra perdida, o que não é pouco.

Os americanos vão ter que resolver, de 2009 para a frente, uma porção de enormes problemas, mas deverão, preliminarmente, responder a uma grande questão: que diabo de regime de governo é esse que permitiu uma escolha tão infeliz, uma reeleição tão irresponsável, e não facilita a substituição do governante péssimo ?

O fim do governo Bush poderá ser, também, o fim do presidencialismo americano ?


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