A MÍDIA NÃO DEVE SER DESCONSTRUTIVA

O presidente da FIOCRUZ, Paulo Buss, declarou que a crise da febre amarela foi usada pela oposição numa tentativa de “minar” o governo federal em um ano eleitoral, afirmando:

“ Claro que o assunto é sério e o número de pessoas afetadas é alto. Mas o temor foi canalizado pela oposição e pela imprensa para bater no governo e no PT.”

Quem vê televisão e lê os jornais percebeu, nesses dias, o tratamento sensacionalista dado às fileiras de pessoas buscando tomar vacinas. Que o DEM, um partido de oposição, faça barulho, tudo bem. A mídia, porém, tem uma responsabilidade social que ela – ou grande parte dela – não está assumindo.

Não é correto, do ponto de vista da ética jornalística, estimular a população a correr aos postos de vacinação, expondo muitos a reações adversas . As pessoas de boa fé pensam que os órgãos de divulgação são isentos e não conseguem se defender das campanhas por eles desencadeadas com segundas intenções.

Pelo fato de ser independentes – como devem ser – os dirigentes e editores dos jornais, rádios e televisões não devem ser hipócritas, cabendo-lhes, se for o caso, assumir uma postura editorial clara de oposição, mas sem usar cometimentos para incitar a população a ter reações equivocadas, que podem prejudicá-la, como está ocorrendo nesse episódio da vacinação contra a febre amarela.


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