MAIS UMA AÇÃO MILITAR DAS “ORGANIZAÇÕES TABAJARA”

Os responsáveis ( ou irresponsáveis ? ) pela operação levada a cabo pelo exército da Colômbia em solo equatoriano fazem parte do mesmo time que conseguiu desmoralizar a política externa dos EUA nesses últimos anos.

Como admitiram fontes militares colombianas, ouvidas pelo jornal Estado de São Paulo, foi o serviço de inteligência americano que forneceu à Colômbia, há algumas semanas atrás, a informação que levou ao local do acampamento de Raul Reyes.

Ocorre que Reyes, segundo declarou Bernard Kouchner, ministro das Relações Exteriores da França, era o interlocutor dele nas negociações para a libertação da refém Ingrid Betancourt e tinha estado em Paris para tratar desse assunto há cerca de um mês atrás.

Partindo da suposição de que a demonização do presidente Hugo Chávez daria respaldo à sua ação os conselheiros do presidente Uribe montaram a operação militar efetuada no território do Equador, baseados na doutrina da legítima defesa “preventiva” que não tem tradição nem validade no Direito Internacional.

Resultado: todo o mundo diplomático – exceto, et pour cause, os norte americanos – se uniu para condenar não só a invasão do Equador pela Colômbia, como os seus supostos fundamentos.

E o prestígio político do presidente Chávez subiu a níveis inimagináveis há uma semana atrás.


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