INSTABILIDADE NA AMÉRICA DO SUL

Ao assumir ontem, indireta mas claramente, a responsabilidade da invasão do território equatoriano pela Colômbia o presidente Bush deu uma nova dimensão ao conflito evidenciando a oposição entre os interesses nacionais brasileiros e norte americanos na América do Sul.

Ficou claro que os EUA querem fomentar a instabilidade numa região que o Brasil precisa que seja estável.

Procurar responsabilizar o “terror” e o presidente Chávez pelo que está acontecendo é uma tentativa de desviar o foco do verdadeiro problema subjacente a essa crise que é a rivalidade política do governo Bush em face da liderança do Brasil na América do Sul.

Como o presidente Bush está em fim de mandato e as manobras da Casa Branca sejam resultado de uma tática difusa – mais do que de uma política bem definida ( já que os EUA, no período desta Administração, não chegaram a formular um projeto claro para o continente sul americano ) – é bem possível que o próximo governo mude, radicalmente, de atitude diante dos países da América do Sul.

Estamos, pois, de certo modo, mais uma vez, na dependência do resultado das eleições americanas de novembro


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