MINIVALORIZAÇÕES

O governo, afinal, decidiu enfrentar o problema da excessiva valorização do Real e preparou um breve pacote que prevê a redução da cobertura cambial e, provavelmente, a taxação de investimentos estrangeiros e de empréstimos de curta duração.

Essa decisão, segundo o Estadão, foi tomada numa reunião da semana passada do presidente Lula com seus conselheiros “externos” – Antonio Delfin Neto e Luiz Gonzaga Belluzzo – e transmitida ontem à imprensa pelo ministro Guido Mantega, para quem o “derretimento” do dólar prejudica a exportação de manufaturados brasileiros.

Sabe-se que o Real está valorizado porque o Brasil é o “pais em que se ganha mais dinheiro no mundo” atualmente.

A grande questão é saber porque isso ocorre o que, a meu ver, decorre do fato de que ainda há correção monetária no sistema financeiro nacional.

Circula, na verdade, hoje, na Economia, ao lado do Real, uma “moeda paralela” que puxa o Real para cima.

Outrora, quando essa moeda paralela era de uso generalizado, ela contribuia para a desvalorização da moeda nacional ( as minidesvalorizações ) . Atualmente o fenômeno age no sentido inverso ( as minivalorizações ) .

Ou seja: a questão não é, apenas, econômica. Ela é, também, uma questão jurídica, institucional, porque envolve a soberania monetária, ou o controle da moeda nacional.


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