A MINISTRA DILMA E O SENADO

Há dias o senador EDUARDO SUPLICY ponderou que seria bom que a ministra DILMA ROUSSEFF fosse, espontaneamente, ao Senado, para conversar com os senadores sobre o dossiê montado com os dados da Casa Civil sobre despesas de cartões corporativos nos governos Lula e FHC.

Agora, ao que consta, o Senado decidiu convidar a ministra a ali comparecer e prestar esclarecimentos.

Pode acontecer que a oposição, em conluio com uma parte da mídia, consiga tirar da berlinda o senador do PSDB – que estava ficando mal no episódio – para colocar no seu lugar a ministra DILMA, como se ela devesse estar no banco dos réus.

Embora isso tudo mais pareça uma jogada política provinciana – em que o que importa é saber quem consegue dar mais nós nos pingos d’água – creio ser inevitável, a esta altura, que a ministra deixe de lado (como ela diz ) o que tem de mais importante a fazer, e vá mesmo conversar com os senadores.

Ela corre o risco de se sair mal, para alegria de muita gente, que não a quer, nem a ninguém da esquerda declarada, como candidato da situação à presidência da República, mas é um ônus do qual ela não vai conseguir escapar, se quiser, mesmo, concorrer à vaga do presidente Lula em 2010.

Não sei quando o modo atual de a oposição e a Rede Globo fazerem política vai se modificar.

Talvez demore ainda um pouco, mas ele, por enquanto, é o que está aí.

Como é rasteiro, pode ser que a classe média perceba, daqui a algum tempo, que ele não leva a nada (nem mesmo a um golpe, como ocorreu nos tempos do antigo lacerdismo).

Cabe-nos, enquanto isso, continuar trabalhando, tentando lembrar, ao mesmo tempo, que há outras melhores formas de ajudar o país a crescer ordenada e democraticamente, para preencher o espaço que ele começou a ocupar no mundo, queiram muitos amigos meus, ou não, nos governos FHC e LULA.


1 comentário até agora

  1. Flavio Jansen abril 3, 2008 5:33 pm

    Acredito que tanto o senador do PSDB quanto a Dilma tem que ir esclarecer o assunto. Na prática a questão de cartões corporativo não são tão relevante quanto está parecendo, a discussão efetiva que deveria ocorrer é sobre a ética no trato das questões públicas e neste capítulo o volume de exemplos negativos será imenso.

Deixe um comentário

Seu e-mail nunca será publicado.