INTERVENÇÕES CONTRA ATROCIDADES

O discurso do Papa na ONU a favor do multilateralismo, bem como as suas declarações contrárias à ocupação do Iraque, são louváveis. O mesmo não se pode dizer, contudo, da sua manifestação a favor das intervenções militares contra as violações aos Direitos Humanos.

A chamada “fase humanitária” da política intervencionista das Nações Unidas, do suposto “altruísmo” das ações militares – inclusive no Haiti – parece ter resultado num fracasso e, o que é pior, serviu de pretexto para as invasões posteriores do Afeganistão e do Iraque (ressalvadas, nesse último caso, as suas características especiais, de ter sido unilateral e preventiva ).

A ONU deve, evidentemente, defender os Direitos Humanos, e quem viu, de perto, a violação a esses direitos, conhece bem a importância do movimento mundial a seu favor. A intervenção militar, contudo, ao contrário do que disse o Papa na ONU, não é o meio mais recomendável de garanti-los, por ser militar, e por ser invasão.

A ajuda financeira parece ser, sempre, a melhor solução.


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