FUNDO SOBERANO

O que é um fundo soberano, ninguém sabe exatamente; mas cada dia um maior número de países constitui um, de modo que vale a pena tentar fazer uma especulação (sic) em torno do assunto.

A moeda é um fenômeno exclusivamente nacional ( salvo no caso do EURO, que é uma moeda supra nacional ) mas os créditos podem ser internacionais e a sua força é tanta que eles, muitas vezes, quando expressos em moeda estrangeira, têm uma importância decisiva na vida das nações, podendo constituir os chamados “padrões”.

Houve um período em que a libra inglesa era um “padrão” internacional e, depois, na nossa época, esse “padrão” passou a ser o dólar mas ele, agora, de uns tempos para cá, perdeu terreno.

A nação cuja moeda vale como “padrão” leva uma vantagem enorme sobre as outras, porque ela tem uma liberdade maior de emitir, praticamente sem limite, a sua moeda, por que ela, na prática, cria a sua própria limitação, já que é um verdadeiro “ lastro”, como o dólar foi até pouco tempo atrás.

Como estejamos entrando numa era de multipolarização monetária, os países que exportam não querem criar reservas em moedas que estão ficando fracas, e não há outras que possam se tornar novos “padrões” ( como é o caso do nosso Real e das moedas chinesa, japonesa, indiana, russa, etc ). Não interessa a esses países ver as suas reservas monetárias ( em dólar por exemplo ) crescerem porque esse “lastro”, mais cedo ou mais tarde, vai perder conteúdo.

Como não há um Banco Central Internacional, nem, ao menos, Bancos Centrais Regionais (ressalvado, mais uma vez, o caso do Banco Central Europeu ) é preciso haver uma solução prática para os países exportadores poupar as suas “divisas”, e o Fundo Soberano é uma forma ( ou, pelo menos, é o que suponho ) de fazer isso.


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