APERTA-SE O CERCO

A área de segurança do Estado está ficando cercada por vários lados, demonstrando que SÉRGIO CABRAL está incorrendo no mesmo equívoco que tanto malefícios políticos causou ao ex-governador MOREIRA FRANCO ( que prometeu, se eleito , acabar, em seis meses, com o crime organizado do Rio de Janeiro ).

Por um lado, a decisão, imatura e injurídica, de por em prática uma política oficial de enfrentamento (rectius, de extermínio ), não deu, na prática, resultados eficazes, tendendo a se esvaziar, mais rapidamente do que se espera.

Além da Anistia Internacional, a Organizações das Nações Unidas, baseada no relatório para assassinatos sumários elaborado por PHILIP ALSTON, fará uma exposição, hoje, a diplomatas de todo o mundo, para denunciar a crise decorrente das matanças oficiais do Rio de Janeiro, especialmente as do Complexo do Alemão, ocorridas em junho de 2007, e que são consideradas um exemplo trágico da situação da segurança pública em nosso Estado e no Brasil.

Por outro lado, e numa demonstração de que violência policial oficializada e milícia policial oficiosa são “primas irmãs”, foi identificada a atuação de policiais nas milícias do BATAN, responsáveis pela agressão a repórteres do jornal O DIA, há dois dias.

Isso sem falar no episódio que envolveu o deputado estadual ÁLVARO LINS, que faz parte da mesma Assembléia Legislativa da qual o atual governador foi presidente até o ano passado, na época do governo GAROTINHO, do mesmo partido que está hoje em dia no poder no Estado.

O governo estadual talvez ainda tenha tempo para dar uma guinada completa na sua política de segurança o que, a esta altura, pode depender da demissão do Secretário BELTRAME, que, até agora, vinha pousando como uma espécie de super herói de uma “guerra” equivocada, que parece estar sendo perdida.

Creio ser, também, inadiável, a recriação do Conselho das áreas de Justiça e Segurança que foi, numa certa época, muito bem sucedido.


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