BANCOS CENTRAIS REGIONAIS

O professor da PUC-RIO, ILAN GOLDFAJN, no artigo “O xerife monetário”, hoje publicado na página de opinião do Estadão, aborda o problema atual da inflação mundial e da inexistência de um órgão que a controle, o que ameaça perpetuá-la no mundo.

Segundo ele não há qualquer órgão multilateral – seja o FMI, seja o Banco Mundial, seja o BIS – que “tenha o papel de coordenar o combate à inflação mundial”. Quanto ao Federal Reserve, o banco central americano, afirma o articulista que embora muitos imaginem que ele poderia agir como uma espécie de “xerife monetário” universal, trata-se de uma função para a qual os EUA talvez não estejam bem preparados para exercer.

Creio que o momento político mundial deve ser de retração, e não de expansão, do poderio americano, seja ele bélico, seja ele financeiro. Acredito, também, que será muito difícil instituir-se, a curto prazo, um Banco Central Mundial, embora seja, provavelmente, a melhor solução para conseguir-se, à moda de KANT, uma paz perpétua universal.

O caminho correto parece ser, portanto, a criação, aos poucos, de Bancos Centrais Regionais, tendo como exemplo o Banco Central Europeu que deu certo na prática, e permite a convivência pacífica atual de países como a França e a Alemanha, inimigos históricos em cujos territórios hoje circula a mesma moeda comum.

Daí a importância da campanha a favor da implantação do SUR, como moeda única regional do MERCOSUL o que depende da criação, num primeiro momento, de um INSTITUTO MONETÁRIO DO MERCOSUL – ou da transformação de um órgão já existente atribuindo-lhe as funções de preparar o surgimento do Banco Central Sul Americano.


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